Read Bichos by Miguel Torga Online

bichos

(ver série Grandes Livros - BICHOS - Miguel Torga > http://ensina.rtp.pt/artigo/bichos-de... « "Bichos" de Miguel Torga é um universo desenhado em catorze contos, onde humanos e animais partilham características e também as vicissitudes da vida, colocando questões fundamentais sobre a sociedade e a própria existência.Este clássico da literatura portuguesa, foi publicado(ver série Grandes Livros - BICHOS - Miguel Torga > http://ensina.rtp.pt/artigo/bichos-de... « "Bichos" de Miguel Torga é um universo desenhado em catorze contos, onde humanos e animais partilham características e também as vicissitudes da vida, colocando questões fundamentais sobre a sociedade e a própria existência.Este clássico da literatura portuguesa, foi publicado pela primeira vez em 1940. Cada um dos catorze contos tem uma personagem: um animal humanizado ou um humano que é quase animal e todos vivem em luta com a natureza, Deus ou consigo mesmo.Diferentes entre si nas suas particularidades, estes “bichos”, animais e humanos, estão todos na mesma “Arca de Noé”, a terra mãe, irmanados numa luta igual pela vida e pela liberdade. As suas histórias, apelam à interpretação porque representam dilemas muito humanos mas partilhados quer pelos homens quer pelos animais. O Homem é, neste livro, mais um bicho entre os outros e não ocupa um lugar privilegiado na criação.Para Miguel Torga, a evolução afastou o Homem da natureza, condenando-o à perdição e, viaja com “Bichos” em busca da sua essência selvagem, da pureza dos instintos, pondo em causa Deus, liberdade, sociedade e a relação do individuo com elas.[...] » ver mais at http://ensina.rtp.pt/artigo/bichos-de......

Title : Bichos
Author :
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ISBN : 9789722021944
Format Type : Paperback
Number of Pages : 120 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Bichos Reviews

  • Ricardo Mendes
    2018-10-20 20:36

    Nunca pensei que uma obra escrita no ano de 1940 fosse tão actual.O mérito desse feito é claro fruto de Miguel Torga, o único escritor que até hoje me cativou com a sua poesia e por esse motivo decidi partir para a prosa.Em 14 contos são abordados temas como o aborto, a velhice, a tourada, a amizade, a liberdade e até religião, entre muitos outros. Miguel Torga descreve os sentimentos e pensamentos dos animais de forma tão subtil que desde cedo percebemos que o objectivo não é defender os direitos dos mesmos mas sim os deveres dos humanos para com a Terra.Através das pequenas histórias as crueldades e as felicidades da natureza e do homem são postas a nu, num grito de quase desespero para alcançar a mente da sociedade tão devota de si mesma.Um dos meus contos preferidos é sem dúvida o de Madalena. Tentei adivinhar qual seria o bicho representado, quando me apercebo que sou eu, ali, no meio daquela bicharada. O Homem encontra também o seu lugar. Lugar esse para mostrar o preconceito da sociedade perante uma jovem solteira e grávida. Que subiu a montanha o quanto conseguiu para dar à luz o seu filho e enterra-lo lá para de seguida descer a montanha e regressar à sociedade civilizada.Mas ainda acima disso eu destacaria o último conto, em que Vicente, o corvo, é a meu ver, nem mais nem menos, a representação quase imperceptível do próprio Miguel Torga. Um pássaro livre das trivialidades, da religião, da compaixão de Deus, que não precisa de nenhuma Arca de Noé para sobreviver, mesmo sabendo “Que, para salvar a sua obra, fechava melancolicamente, as portas do céu.”

  • Ana Dias
    2018-10-30 21:33

    Foi o primeiro livro que li de Miguel Torga e a sua escrita conquistou-me logo, devido logo à nota introdutória, mas fundamentalmente à capacidade do autor de ir, gradualmente, "mudando o tom" da narração e ir tornando a coisa mais séria, começando na morte de um simples cão pachorrento e terminado num corvo que desafia a omnipotência de Deus.Apesar de se tratar de um livro de contos, dos quais não sou a maior apreciadora, todos os presentes nesta obra tinham um ponto em comum: falarem sobre bichos e "construirem" uma pequena Arca de Noé. Ao longo da leitura tive sempre a sensação de que estes "bichos" não eram mais do que metáforas, essas que não tenho bem a certeza de ter entendido, e talvez por isso tenha apreciado mais o livro, mais que não seja por me ter despertado esta sensação de dúvida quanto à sua compreensão e talvez me levar a lê-lo de novo daqui a uns tempos.De todos os contos, sem dúvida que "Jesus" foi o meu preferido, pela sua simplicidade e (consequente?) beleza.

  • Cloud
    2018-11-14 18:39

    "Se eu hoje me esquecesse das tuas angústias, e tu das minhas, seríamos ambos traidores a uma solidariedade de berço, umbilical e cósmica; se amanhã não estivéssemos unidos nos factos fundamentais que a posteridade há‑de considerar, estes anos decorridos ficariam sem qualquer significação, porque onde está ou tenha estado um homem é preciso que esteja ou tenha estado toda a humanidade."

  • carpe librorum :)
    2018-10-21 19:36

    Já andava para ler este livro há algum tempo, depois de ter lido Novos Contos Da Montanha. Após ter visto um espetáculo de dança do grupo Dançando com a Diferença que admirei bastante, achei que tinha mesmo de ler, até para entender melhor a dança e perceber de ode vinham aquelas personagens.Foi muito interessante reconhecer no livro as histórias dos bailarinos, que segundo o diretor artístico, foram escolhidos de acordo com o seu percurso pessoal para encaixarem nas personagens.Os contos falam quase todos da morte, mas não são negros. Alguns são tristes, outros contentes, outros ainda desafiantes. São muito diversos, tal como o grupo de dança, tão diferentes e tão unidos no palco. Um zoo literário e dançante.

  • Dion Ribeiro
    2018-11-08 19:48

    Trata-se de um livro de contos cuja leitura foi obrigatória na escola, o que não significa que não tivesse sido uma leitura agradável. É um clássico e um livro bastante interessante, que toda a gente devia ter na sua biblioteca.

  • Maria Carmo
    2018-11-01 00:36

    A prosa magníficamente límpida e cantarolante da natureza na sua pujança, Miguel Torga no seu melhor!The incredibly luminous and musical prose of Miguel Torga, bringing us Nature and ita Creatures in all their might and impetus.Maria Carmo,Lisbon 22 June 2012.

  • O Dia da Liberdade Silvia Reis
    2018-10-31 21:35

    Que adorava Miguel Torga, já sabia, mas estes contos tão rurais como inusitados deixaram-me deliciada. É dos livros que me deixaram aos risinhos ou com uma ar muito sério no comboio pois era impossível não me embrenhar nas histórias, mesmo sendo curtas. Recomendo! #mloutonoinverno2017

  • Anaí Palacios
    2018-10-31 18:40

    Un portugués.Uno termina acostumbrándose a los idiomas extranjeros aunque leamos la traducción al español. Todas las historias son mis favoritas.

  • Colin
    2018-10-25 19:49

    [Review from Nov 2016]Too hard for me: this one's going back on the shelf till I learn a bit more![Review from Nov 2017]A minha mulher trouxe uma cópia bonita deste livro quando chegou aqui no reino unido, há anos. A beleza não é porque a capa e colorida ou chique, mas sim por causa da simplicidade da capa. É branca com o nome do livro em letras vermelhas e o nome do autor em letras pretas. A contracapa é completamente limpa, sem números, sem palavras, sem código de barras.Tentei lê-lo um ano atrás e o resultado foi humilhação. Pois, exagero, mas podes crer que não entendi patavina. Mas hoje em dia, o meu português está muito mais forte. Consegui ler muito com ajuda do dicionário. Assim como o "A Costa Dos Murmúrios", havia umas palavras desconhecidas que não se encontram no dicionário porque o seu vocabulário é muito rural, e muito antiquado. Até uns amigos portugueses disseram-me que tiveram problemas com as obras do Torga. É isso que faz o livro ficar mais interessante! Li o livro dentro duma semana. Às vezes, li rápido em voz alta, para praticar leitura, pronuncia e compreensão. Entretanto, acenei ao comboio de vocabulário enquanto ele andava por frente de mim. Noutras vezes, li mais devagar e fiz grandes esforças para entender tudo. Não entendi tudo. Claro que não, mas segui o enredo (mais-ou-menos) da maioria dos contos e havia momentos de claridade em que consegui ver a beleza do seu estilo. Mas havia poucos. O que mais chamou atenção foi o seu método de terminar uma historia. Não quero dar "spoilers" mas a ultima paragrafa do conto "Morgado" foi arrebatador!E ainda por cima, o conto que acaba o livro inteiro deixou-me sem palavras. A historia decorre no Arca de Noé. Na Bíblia, Noé enviou um corvo para buscar terra não inundada, mas o corvo não voltou. Desesperado, o Noé mandou um pomba em vez do corvo e afinal o pomba voltou para a arca com uns folhas. Mas o enredo do conto de Torga é bastante diferente. O Corvo é um rebelde contra Deus e contra a sicofanta Noé. O pássaro preto não aceite o seu destino, preso num barco por causa dos pecados dos seres humanos. Arrisca a sua própria vida para voar longe do arca. Noé não ousa contar a verdade a Deus por causa do seu cobardia. Compreendendo a autonomia do corvo, Deus tenta destruí-lo com ondas e com raios e... ah, desculpa, eu disse que não queria dar spoilers...

  • Virgilio Machado
    2018-10-18 19:42

    Bichos é um clássico da literatura portuguesa. O grande escritor português - também poeta, teatrólogo, contista e memorialista - Miguel Torga, inventa um mundo de bichos humanizados.São catorze contos, onde o mistério da vida nos aparece no seu esplendor, perfilando bicho, homem e natureza numa comunhão fraternal, em que todas as peças são necessárias ao puzzle da vida.Bichos é, também, o retrato fiel do viver trasmontano; uma vida de suor e lágrimas, por entre escolhos e lobos, mas sempre repleta daquela alegria que só o sofrimento pode justificar: a alegria de ser, de viver em comunhão total com a natureza, em fusão permanente com os elementos.Miguel Torga fez desta obra um testemunho impar da união natural entre os Homens e os Bichos – a simbiose da vida. No meio dos dois, a terra, o traço que lhes dá vida. No trabalho, nas paixões e nas dores, os bichos compartilham com os homens as esperanças e as desgraças.[...] Bichos são, talvez, os animais humanizados, irmanados com o homem na mesma luta; na vida.A rudeza das torgas, a aspereza das montanhas, a magreza das terras e a solidão do tempo, misturam-se num universo, cantado em poesia por um mestre que foi apenas um homem. Um homem que viveu e lutou contra um mundo ainda mais agreste, ainda mais hostil: o mundo da ditadura.São Bichos animais e Bichos homens que se entrelaçam nas páginas deste livro de contos. Bichos personagens, mas sentindo e agindo como se de humanos se tratassem, tornando o leitor seu cúmplice.Amizade, traição, amor, ódio e ambição desfilam pelo livro, sendo tratados como uma lição essencial de vida.http://www.passeiweb.com/na_ponta_lin...

  • Moisés
    2018-10-17 22:40

    Cando comecei a ler "Bichos" non me imaxinaba que me gustaría tanto. Tiña a idea de que era un libro menor de Miguel Torga, enfocado a lectores novos. Aí demostro que nunca antes lera nada del e que tiña pouca idea da súa obra. Ao cabo, pareceume unha estupenda colección de relatos, que casa cun tema que me interesa moito na vida e na literatura: a relación entre as persoas e o seu medio natural (ou viceversa, como neste caso). Existe moita literatura protagonizada por animais, pero nestes relatos atopei algo novo (para min) que me gustou moito: a pesar de partir da premisa, supoñemos que fantástica, de que os animais poden contar o que pensan e sinten, neste libro o que lles pasa e como o contan é moi real. Coa excepción de "Vicente", o último dos contos, diría que todos eles son relatos realistas. Podes atoparte na vida con cans, gatos, galos ou sapos aos que atribuirlles sentimentos como os de Nero, Mago, Tenório ou Bambo. Nese sentido, o libro transmíteme humildade, a dun escritor que dá o protagonismo para os animais tentando imaxinar como ven eles a súa relación coas persoas. Non nego que os contos poidan ter unha lectura simbólica, pero o que o meu ver os fai valiosos é o exercicio de tentar contar o punto de vista dos bechos, sen tratalos como metáfora de algo. Apunto tamén como aspecto moi positivo a linguaxe, non só o vocabulario, senón a construción das frases, que imaxino que será a propia de Tras-os-Montes. E polo lado negativo, só podo apuntar a sorpresa de que todos os animais fosen machos, agás unha muller.

  • Margarida
    2018-11-15 23:55

    Sempre tive em casa o livro "Novos Contos da Montanha" de Miguel Torga e lembro-me de em adolescente ter tentado ler e desistido por não me ter cativado. Nunca mais tentei pegar em nenhum texto de Miguel Torga, confesso que marcada pelo preconceito de voltar a não gostar. Mas a idade é outra, o contexto é outro e desta vez surpreendi-me, apesar da leitura não ser exactamente fácil.Os 14 contos que constituem esta obra são marcados por animais quase humanizados e por homens quase animalizados. Os contos são "Nero", "Mago", "Madalena", "Morgado", "Bambo", "Tenório", "Jesus", "Cega-Rega", "Ladino", "Ramiro", "Farrusco", "Miura", "O Senhor Nicolau" e "Vicente".O que os une é o mesmo destino comum da luta pela liberdade e pela vida, vivendo em harmonia com a Terra Mãe. Para Miguel Torga, o percurso natural do ser humano será retornar aos instintos básicos e telúricos e viver como os animais com mais simplicidade e talvez mais felicidade.O que para mim constituiu uma dificuldade na leitura foi a linguagem utilizada por Torga, o vocabulário transmontano e muito ligado às actividades do campo.

  • Cláudia
    2018-11-04 21:50

    Este foi o primeiro livro que li de Miguel Torga, e não posso dizer que fiquei entusiasmada, de todo. Estava com bastantes expectativas, pois sempre ouvi falar muito bem sobre as obras deste autor mas, ou escolhi a obra errada para começar ou sou mesmo eu que não me sinto atraída pela sua escrita.A narrativa é bastante maçadora, apesar dos contos serem interessantes (tal como a sua perspectiva), mas de uma maneira geral agradeci o facto de os contos serem pequenos, senão não sei como seria capaz de os ler. Achei tudo bastante confuso, motivo pelo qual não recomendo esta obra.

  • Paula
    2018-10-23 19:49

    Livro de contos que líamos obrigatoriamente na escola. Também os líamos por prazer.Apreciei vários, "Miúra". O TOURO enfrenta com dignidade o HOMEM."Miúra" representa os mais fracos, os humildes, os vencedores!Um clássico que tem de ser preservado. Não há tecnologia que minimize Torga... Haja vontade de contar e arte de saber contar.

  • Goncalo
    2018-10-18 23:47

    Num deambular meio perdido numa feira do livro, encontrei este quase oferecido. Um achado imperdível.Miguel Torga humaniza a bicharada numa série de contos que transmitem problemas bem reais do meio transmontano.Torga tem uma escrita formidável, e é dos livros mais cativantes que alguma vez li.

  • Artemisa
    2018-10-23 20:35

    Um livro de contos, na sua maioria sobre a morte de animais irracionais.O livro lê-se bem, a escrita é fluída, se bem que por vezes o estilo é um pouco datado.No geral gostei, apesar de a maior parte dos contos ser algo macábro e bastante mórbido...

  • Pedro Pereira
    2018-10-19 21:55

    O prefácio é uma obra de arte.Contos que mais gostei:BamboCega-RegaMiuraVicenteMenções Honrosas:TenórioLadinoSenhor Nicolau

  • Carina Freitas
    2018-10-27 18:49

    Review completa disponível em:https://jacaestoueporagorafico.blogsp...

  • Isabel Maia
    2018-11-15 22:00

    Bichos é o retrato fiel do quotidiano transmontano. Uma vida pautada de suor e lágrimas, por entre vales e lobos, mas sempre repleta daquela alegria de ser simples, de viver em comunhão total com a natureza, em fusão permanente com os elementos. Miguel Torga fez desta obra um testemunho inigualável da união natural entre os Homens e os bichos. Entre os dois, a terra, o denominador comum que lhes dá vida. No trabalho, nas paixões ou nas dores, os bichos compartilham com os homens as esperanças e as desgraças. Esta é uma obra que retrata bem as raízes mais rurais de Miguel Torga, bem como o seu apego às origens, bem latente na sua poesia. Através de vários contos, Torga traz à vida diversos animais que povoam o universo rural como os cães, as galinhas, os cavalos, os pássaros, etc. Foram vários os contos que me tocaram particularmente, em especial o intitulado "Nero", por causa de uma situação idêntica que vivi na infância. Apesar de ser um livro pequeno (94 páginas), é uma obra lindíssima.

  • Sandra
    2018-11-07 18:48

    Sinto-me dividida nesta minha opinião.Se por um lado como amante de animais senti-me incomodada com alguns dos contos, por outro entendo que em 1940, data em que foi publicado este livro pela primeira vez, existissem pessoas que vissem nos seus animais de estimação apenas um ser com o objetivo de ser útil ao "seu dono".No entanto é curioso que Torga tenha optado por colocar esses ditos seres irracionais (que na minha opinião são por vezes mais racionais que alguns seres humanos) como narradores da sua própria história. E mais, esses narradores não veem os humanos com que vivem como "donos" mas sim como parceiros de vida.Mas embora eu reconheça a maestria na escrita de Torga não posso deixar de me sentir incomodada com algumas histórias- o do cão de caça Nero, o do Touro Miura... Este último deveria ser lido pelos ditos amantes da tourada para terem noção do quanto fazem sofrer o outro ser que deveria merecer um pouco mais de respeito.

  • Fábio Duarte
    2018-10-26 18:57

    Torga não tem a escrita fácil da cidade e escreve com terra, como um lavrador que capta a beleza do natural. Dá-nos a conhecer contos sobre animais que vivem os dramas dos humanos, o caso de Miúra um touro que enfrenta a morte na tourada e não percebe esse jogo fatal em que o meteram, Vicente, corvo que se insurge contra o criador e demonstra a obstinação e a vontade maior de sair da arca de noé e descobrir terra, e homens e mulheres que são bestas puras, como Madalena que dá à luz um filho, na serra negra e vazia, e, vendo-o morto, enterra-o e prossegue viagem como uma loba. Numa mistura chocante entre a fereza dos homens e a introspeção de bichos, Torga devolve-nos a nossa imagem primitiva: Somos todos carne da mesma lavra, feitos do mesmo pó, da mesma verdade, das mesmas questões eternas. O nosso dever é voltar ao éden, ao lugar primitivo onde somos livres dos constrangimentos sociais, das regras, onde somos feras sagradas

  • Rafael Alves
    2018-11-12 22:55

    Decerto que muita coisa me escapou pelos meus olhos desatentos e inexperientes de leigo da Literatura, e contudo não pude deixar de sentir a "humanidade" aludida na introdução. Mais até, este livro compõe um verdadeiro "ecossistema" (fantasticamente literal e metafórico) de contos que de animais só mesmo os nomes, as personagens tão fundidas estão na perspectiva e entendimento humano para criar empaticamente uma forma de percebermos o seu viver e existir que nos devolvem pelo distanciamento criado pela fantasia um entendimento até de nós próprios; alias um dos contos até se presta a fazer o percurso inverso, um humano que (quase) se transforma em bicho comum da terra pelo comportamento que toma, acabando numa solidão desinteressada e triste dos seus congéneres, bicho com bicho.Apelo à Humanidade? Egotismo minimalista!, um apelo a todos os nossos irmãos da Animalidade.

  • Siv30
    2018-11-12 00:51

    "חיות", מיגל טורגההוצאת כרמל, 2008, 115 עמ`"שד משחת התרנגול שלך! מחלק פקודות על ימין ועל שמאל, וטוחן את כל התרנגולות בכפר אחת אחרי השניה..."נאום זוליה פירסש לבעלת המשק. טנוריו הקשיב לדבריה וארשת צנועה על פניו. בתוך תוכו התמוגג, כמובן, מנחת. מי אינו אוהב לשמוע את שבחי גברותו?...אוי, הלוואי רק שהקוץ לא היה מתחיל לצמוח בליבו !..." (עמ` 58) קובץ סיפורים ראשון מאת הסופר הפורטוגלי המוערך, מיגל טורגה. בכל סיפור מתמקד הסופר בדמות אחת מרכזית כך שהקובץ השלם מאפשר תמונה פנורמית של חיי הכפר.חלק מהסיפורים בקובץ כתובים מצויין, יש בהם טוויסט מפתיע, שתפס אותי לא מוכנה.אישית אני לא מחובבי משלי לה פונטיין כך שקראתי את הסיפורים בשנטי שנטי.קובץ מומלץ לאוהבי המשלים. תרגום ואחרית דבר מאירת עיניים מאת רמי סערי המוכשר.

  • syrin
    2018-11-13 17:53

    Uma releitura, na tentativa de sair do marasmo literário dos últimos meses. Não sei quantos anos se passaram desde que peguei neste livro pela primeira vez, apenas sei que gostei imenso do livro quando primeiro o li e que, embora a re-leitura tenha sido agradável, não foi tão impressionante como da última vez. Há contos favoritos que se mantêm e que continuam a ter o mesmo impacto(Nero e Madalena), outros que se esquecem mal se vira a folha, mas ainda assim, "Bichos" é um bom exemplo daquilo que mais marcou a obra de Miguel Torga.Note to self: deixar de recomendar este livro para estrangeiros. Relendo agora, torna-se claro que a linguagem é demasiado rebuscada para quem está a aprender a língua portuguesa.

  • Tita
    2018-10-17 00:43

    Resolvi ler este livro, porque nunca tinha lido nada de Miguel Torga e achei que um livro que faz parte do Plano Nacional de Leitura (PNL) era um bom ponto de partida.No entanto, e apesar de ter partido para a leitura sem nenhumas expectativas, não gostei do que li.É um livro de contos, cujo tema principal é a morte de animais.Lê-se rapidamente, mas não gostei. Achei que as histórias não faziam grande sentido e mostravam uma crueldade para com os animais, que não fui capaz de ultrapassar. Porventura, as histórias devem ter transmitir aos leitores alguma mensagem, mas sinceramente, não atingi.Não gostei e fiquei sem perceber como é que faz parte do PNL, para crianças/jovens.

  • Tiago
    2018-10-23 20:38

    Book with several short stories some told by animals other by humans in a countryside environment.The author starts the book by welcoming the reader and making it part of it. The reason for that becomes apparent when reading the first half of the stories. The stories are very dark, having a strong tension resembling a bit of Kafka's Metamorphosis or Suskin's The Pigeon. It requires some pause in between them...The other half are more easily read, all very realistic, with a deep human sense.In all of them is clear that the author had spent much time in the countryside observing life of all "animals" (human and non-human).

  • Samuel Tomé
    2018-11-07 18:34

    Ler tudo em:http://aminhaleituras.blogspot.pt/201...A morte e um tema que atravessa toda a obra, nas suas mais variadas formas: o assassínio, a morte por divertimento, a morte por crueldade, a morte por piedade, a morte por abandono, o nado-morto. Torga presenteia-nos com um cenário serrano ao longo destes contos, pontuado com excelentes passagens, que nos fazem refletir, algumas, e outras com uma certa dimensão humorístico-irónica.

  • N_alex
    2018-10-28 17:50

    Não consegui terminar o livro e isto não me costuma acontecer mas, este não consegui mesmo continuar.Lamento sobretudo pelo facto de ser de um autor português super conhecido e aclamado. Compreendi a mensagem que o autor gostaria de passar mas, ao longo da leitura, fui achando tudo muito repetitivo e com o seu quê de mórbido. Efectivamente, a leitura não estava a ser prazerosa.

  • António Ganhão
    2018-10-26 23:34

    A Arca de Noé, como o autor refere o seu livro, é esse manto de experiências sem as quais ninguém pode reclamar ter vivido as coisas do seu tempo, seja homem ou bicho. Sejamos seres livres.Ler mais em Acrítico - leituras dispersas

  • Vitor
    2018-10-19 19:00

    "Vencera todos os obstáculos dum árido caminho, sem ajuda de ninguém. No fim do esforço. nem sequer essa vitória via reconhecida. Por isso, nada devia aos outroa, e nada lhes daria, a não ser a beleza daquele hino gratuito."